Tudo isso pode parece-lhe fútil caro leitor, mas me criou um grande problema interno. De forma automática eu saio matando os mosquitos. E sinto prazer nisso, nessa atividade cujo objetivo é unicamente tirar a vida de um pequenino inseto. Então você me diz "Quanto drama, é só um inseto, e ele incomoda bastante". Não nego que ele incomoda, mas que culpa ele tem se é assim que ele tem que ser para viver? Ele precisa se alimentar como todos os seres vivos. E ele não mata para manter-se nutrido, ao contrário de nós. Meus caros, nós sim que somos os que incomodam, que irritam.
Incômodo não é motivo o suficiente para sair matando. Já pensou se tudo nessa vida funcionasse assim? Se essa fosse a lei geral da vida? Então os humanos já estariam mortos por incomodar a mãe natureza com toda essa poluição. Mas não é bem assim que acontece. Porque? Porque criamos nossa própria lei egocêntrica achando que o mundo é nosso e que devemos moldá-lo do melhor jeito que nos convém. E esse talvez seja o nosso maior erro.
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